INSTITUTO GIANNI RATTO REÚNE ACERVO DE UM
DOS MAIS IMPORTANTES NOMES DO TEATRO BRASILEIRO
Instituto tem o patrocínio da Petrobrás e tem acervo disponível online
Desde o início de abril, o acervo de Gianni Ratto, um nomes referenciais da história do teatro brasileiro e italiano, está disponível ao público para consulta e pesquisa, com a inauguração do Instituto Gianni Ratto, em São Paulo.
Idealizado pela família do artista e sob coordenação técnica de Malu Villas Boas, o Instituto tem a proposta de conservar e divulgar o legado do artista, contribuindo também com estudantes e profissionais de teatro, além do público apreciador das artes cênicas.
Com patrocínio da Petrobrás e do Ministério da Cultura do Brasil, o Instituto reúne uma biblioteca, o acervo plástico e uma hemeroteca, abrangendo assim a pluralidade de sua obra e sua técnica polivalente. Falecido em 2005, Gianni teve papel decisivo na reconstrução do teatro italiano no Pós-Guerra e, desde 1954, na criação do teatro brasileiro moderno, após radicar-se no país.
Mais do que isso, além de estabelecer uma ligação entre Brasil e Itália, seu legado tem suma importância no processo cultural de seu tempo, traçando parte da memória da arte internacional.
O acervo plástico inclui desenhos e estudos de cenários e figurinos, que vão desde primeiros esboços até trabalhos finalizados em diversas técnicas. Já na hemeroteca, o público pode consultar recortes de jornais e revistas que fazem referência ao trabalho de Ratto. Na biblioteca do Instituto estão catalogados textos teatrais, alguns inéditos, correspondências, obras de ensaio e críticas, prefácios, artigos escritos pelo artista, além de livros sobre figurino, cenário, artes plásticas e literatura em geral.
Além da pesquisa in loco, mediante agendamento de horário, o Instituto disponibiliza o catálogo das obras online, com classificação a partir do ano, título do espetáculo e categoria do trabalho (figurino, espetáculo, direção). Inclui o material produzido no Brasil e na Itália, que, aliás, preserva cuidadosamente o trabalho realizado por Gianni Ratto em teatros por onde passou, como o Scala e o Piccolo Teatro de Milão, o Comunale, de Florença e o Piccolo Teatro.
INSTITUTO GIANNI RATTO
Para mais informações:
Telefone: 11 3871-2914
Email: contato@gianniratto.org.br
Site oficial: http://gianniratto.org.br
GIANNI RATTO
Nascido em Milão, 1916, Gianni Ratto viveu até a juventude em Gênova, com a mãe, Maria Ratto, pianista e professora de canto lírico. Estudou no Liceu Artístico e estagiou com Mario Labò, renomado arquiteto genovês que se tornou seu grande amigo e mestre. Cursou também Direção no Centro Experimental de Cinema de Roma. Abandonou o curso em Arquitetura no Politécnico de Milão com o início da Segunda Guerra Mundial, quando teve que prestar serviço militar obrigatório. Não concordando com a posição de seu país, desertou do exército italiano e fugiu para a Grécia.
Voltou à cidade natal em 1946. Com a fundação do Piccolo Teatro, ao lado do design e fotógrafo Paolo Grassi e o diretor Giorgio Strehler, trabalhou em todas as vertentes do espetáculo (teatro dramático e lírico, musical, dança e revista). Tornou-se um dos cenógrafos mais respeitados da Europa e foi figura-chave na reconstrução do teatro italiano no Pós-Guerra, trabalhando ao lado de grandes artistas, como a cantora lírica Maria Callas e os maestros Igor Stravinski e Herbert Von Karajan.
A convite dos atores atriz Maria Della Costa e Sandro Polloni, em 1954 veio a São Paulo para cenografar e dirigir o espetáculo de inauguração do Teatro Maria Della Costa - O Canto da Cotovia, de Jean Anouilh. Com o teatro brasileiro começando a surgir, Ratto resolve se mudar para o Brasil. Passa a incentivar a dramaturgia nacional, pesquisando autores e montando textos não valorizados à época, como “A Moratória”, de Jorge de Andrade; e o “O Mambembe”, de Arthur Azevedo.
Após trabalhar brevemente no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), fundou e dirigiu companhias teatrais estáveis, como o Teatro dos Sete (1958), e o Teatro Novo (na década de 1970). Atuou como professor em vários cursos ministrados em diversas escolas e centros culturais (EAD-USP, Conservatório Nacional de Teatro, Universidade da Bahia, entre outros).
Realizou ainda inúmeras montagens teatrais e operísticas, onde exerceu funções como diretor, iluminador, cenógrafo e figurinista. Trabalhou como tradutor de textos teatrais, articulista para jornais e revistas e autor de prefácios e textos para livros. Foi, ocasionalmente, ator, como no filme Sábado, de Ugo Giorgetti, e na série de TV Anarquistas Graças a Deus.
Aos oitenta anos, publicou seu primeiro livro em português, a autobiografia A Mochila do Mascate, que depois daria origem ao filme “A Mochila do Mascate – Gianni Ratto. Um homem do teatro no cinema”, dirigido por Gabriela Greeb. Assinou ainda Antitratado de Cenografia, Crônicas Improváveis, Noturnos e Hipocritando.
Em 2003 recebeu o Prêmio Shell por sua contribuição para o teatro brasileiro.
Faleceu em 30 de dezembro de 2005 em São Paulo, aos 89 anos de idade.
INSTITUTO GIANNI RATTO
Coordenação Técnica Malu Villas Boas
Administração e Produção Cenne Gots / Victor Gregorut
Consultoria Antonio Mirabile / Luciana Gonçalves / Maria Tereza Vargas
Catalogação e indexação Claudia Regina Cândido
Arquivo Plástico e Documental
(Pesquisa, catalogação e conservação) Juliano Tibúrcio / Malu Villas Boas / Vaner Ratto / Dias da Costa Cia. Ltda.
Reprodução fotográfica Henrique Luz
Site
Criação Antonia Ratto / Heide G.M. Abreu Informática
Planejamento Banco de Dados Malu Villas Boas / Alek Sander de Carvalho
Inclusão de Dados Alek Sander de Carvalho
Programação e Desenvolvimento Websoluções Ltda.
Tradução italiano Roberto Cattani
Mídia impressa: criação e produção Antonia Ratto
Conselho Deliberativo Antonia Ratto, Vaner Ratto, Bernardo Ratto e Andrea Ratto
Conselho Consultivo Aimar Labaki, Aline Meyer, Ana Elena Salvi, Ariela Goldman, Bruno Giovanneti, Ilka Zanotto, Marcos Caruso e Umberto Magnani
Conselho Fiscal Kati Almeida Braga, Mario Lorenzi e Renato Saraiva
Assessoria Jurídica Ricardo Saraiva / Marta Macruz de Sá
Patrocínio Petrobrás / Ministério da Cultura do Brasil
Mais informações à imprensa
Com Lúcio Nunes e Fábio Martins
11 3824-4200 - www.editorweb.com.br
| Editor - Edison Paes de Melo® « Todos os direitos reservados - Desenvolvimento: Ultrahaus.com |